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XIV Seminário de Assistência Estudantil discute linguagem simples e comunicação inclusiva no IFTO
PROAE
O Campus Paraíso do Tocantins do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) sediou, entre os dia 24 a 26 de novembro, o XIV Seminário de Assistência Estudantil, reunindo servidores dos 11 campi da instituição. Com o tema “Comunicação que gera conexão”, o evento promoveu debates, formações e reflexões sobre práticas comunicacionais mais claras, acolhedoras e acessíveis.
Primeiro dia
Durante a abertura, o reitor do IFTO, Antonio da Luz Junior, destacou que a comunicação clara é parte fundamental das políticas de permanência e êxito dos estudantes. Segundo ele, tornar documentos, mensagens e processos mais compreensíveis é essencial para que todos possam participar, compreender e usufruir plenamente dos seus direitos.
A pró-reitora de Assuntos Estudantis, Márcia Adriana de Faria, lembrou que o IFTO é pioneiro ao criar uma pró-reitoria exclusiva para a área, reforçando o compromisso institucional com o fortalecimento da assistência estudantil. “Trabalhamos firme na PROAE para que os estudantes não só ingressem na instituição, mas permaneçam e tenham êxito em sua vida acadêmica”, afirmou.
A palestra de abertura foi conduzida por Guilherme Santos, que abordou a importância da comunicação não-violenta, da escuta ativa e do respeito mútuo. Ele destacou que muitos conflitos podem ser evitados quando há cuidado na forma de falar e de ouvir: “Muitas vezes, gestos simples ajudam a construir uma conexão verdadeira”.
Segundo dia
O segundo dia abriu espaço para uma análise dos cenários da assistência estudantil no IFTO. A diretora de Assistência Estudantil, Jahny Duarte, falou um pouco sobre a evolução das políticas na instituição, e representantes dos campi compartilharam ações, desafios cotidianos e experiências locais.
A programação incluiu ainda a oficina “Linguagem Simples na Administração Pública”, voltada para tornar textos e documentos mais claros e diretos e a Palestra sobre Comunicação nas Redes Sociais, discutindo boas práticas para produzir conteúdo acessível, informativo e responsável. Ambas ministradas pela jornalista Flávia Carpanedo, do Instituto Federal do Espírito Santos (IFES).
Ainda no segundo dia, os estudantes do Campus Paraíso do Tocantins participaram da oficina “Comunicação Inclusiva”, facilitada por Clairton Thomazi, Mayara Milhomem, Suielem Ferreira e Sophia Matos. O encontro destacou a importância de construir ambientes comunicacionais que considerem diferentes necessidades, ritmos e formas de compreensão.
A estudante Lauanny Silva, da 3ª série do Curso Técnico em Informática, ressaltou a relevância do tema: “Mesmo sabendo algumas coisas, ainda existem muitas outras que não conhecemos. Há quem trate mal por falta de conhecimento ou por maldade. Essas palestras abrem nossos olhos e ensinam o que já deveria ter sido aplicado no cotidiano”.
A estudante Manuela Lino, da 3ª série de Agroindústria, também participou e destacou o impacto da experiência: “Percebi como ainda é banalizado o acesso à informação para pessoas com deficiência. Após a oficina, entendi melhor a necessidade de uma comunicação verdadeiramente inclusiva, porque todos têm direito de participar plenamente da sociedade”.
Terceiro dia
O último dia do seminário foi marcado pela palestra de Glacielle Borges, que discutiu como a empatia pode transformar a forma como nos comunicamos, especialmente na era digital. Segundo ela, a era digital nos conecta globalmente, mas também nos torna mais solitários. "É a empatia que nos conecta verdadeiramente”.