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IFTO produz máscaras faciais por meio de impressão 3D

Combate à Covid-19

Produção, destinada aos profissionais de saúde e comunidade carcerária de Porto Nacional, é viabilizada através de convênio com a Cepema
por Greiciane Souza publicado: 16/03/2021 14h35 última modificação: 16/03/2021 14h35
Na imagem, coordenador e estudantes participantes da Spatron Robótica, diretor-geral da unidade de Porto Nacional e servidores do Tribunal de Justiça durante a entrega do primeiro lote de máscaras faciais

Na imagem, coordenador e estudantes participantes da Spatron Robótica, diretor-geral da unidade de Porto Nacional e servidores do Tribunal de Justiça durante a entrega do primeiro lote de máscaras faciais

Enquanto o enfrentamento ao novo coronavírus ainda é uma realidade necessária, o Instituto Federal do Tocantins (IFTO) segue buscando soluções e apresentando projetos para auxiliar a comunidade nessa luta. Nesse sentindo, a instituição, por meio da unidade de Porto Nacional, celebrou convênio com a Central de Execuções e Medidas Alternativas (Cepema) de Porto Nacional, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), para a produção de protetores faciais do tipo face shield, destinados aos profissionais de saúde e à comunidade carcerária do município.

O convênio foi celebrado em janeiro deste ano e o processo de aquisição dos insumos e da impressora 3D já foi concluído pela  Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), responsável pelo gerenciamento dos recursos liberados através da parceria com a Cepema. Apesar da entrega desses bens ainda não ter sido feita, os trabalhos de impressão tiveram início, ainda em janeiro, com uma impressora 3D doada pela Reitoria do IFTO, através da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC), e insumos da unidade de Porto Nacional. Após o primeiro mês de produção, foram feitas e doadas 170 máscaras faciais.

A produção dos equipamentos é realizada pelos componentes da equipe Spatron Robótica, da unidade de Porto Nacional. Os estudantes e o coordenador da equipe, professor Dêmis Carlos Fonseca, usam seus conhecimentos em automação para manusear a impressora e imprimir as bases dos escudos faciais. A equipe também é responsável por todas as demais etapas de produção dos protetores até estarem prontos para doação. “A produção é baseada na cultura maker, e utilizamos nosso conhecimento de trabalho em grupo dentro do clube de robótica para organizar as tarefas. Mesmo com todas as dificuldades e restrições estamos produzindo, cada um com os materiais nas suas casas e uma vez a cada duas semanas, juntamos tudo e fazemos uma entrega. Esperamos poder contribuir no combate a esse mal que tem assolado a humanidade através da cultura e fortalecer a solidariedade e união entre nós como sociedade, mesmo com pequenos gestos”, explicou Dêmis Carlos. A cultura maker, citada pelo professor, refere-se à ideia de produção baseada em um ambiente colaborativo com compartilhamento de soluções inovadoras entre as pessoas. No IFTO, essa postura faz parte da política de inovação.

Em oito horas diárias de funcionamento, a impressora consegue imprimir quatro máscaras. Atualmente, ela funciona ininterruptamente e a produção chega a sete máscaras/dia. A expectativa do professor Dêmis Carlos é dobrar esse número quando a impressora adquirida com recursos do convênio com a Cepema for entregue.

A previsão é que sejam produzidas 500 protetores faciais até o final do próximo mês de maio.