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Projeto do IFTO une ciência e saberes locais para conservar biodiversidade no sul do Tocantins
Conservação e Sustentabilidade
O projeto de pesquisa Tucãtins Silvestre, desenvolvido pelo Campus Formoso do Araguaia do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), busca conservar a biodiversidade, fortalecer identidades locais e incentivar o ecoturismo sustentável no sul do Estado. A proposta une ciência e saberes tradicionais por meio da produção de registros audiovisuais da fauna e flora em áreas do Cerrado, especialmente no Morro do Além e na Ilha do Bananal, em Formoso do Araguaia (TO).
Já foram registradas espécies de grande importância ecológica, como o tamanduá-bandeira (vulnerável à extinção), o veado-catingueiro, a seriema e a jacupemba (quase ameaçada). Essas ocorrências reforçam a relevância da região e a necessidade de estratégias de conservação que conciliem preservação ambiental, agricultura e turismo sustentável.
A professora e coordenadora do projeto, Polyanni Oliveira, destaca que a proposta também chama atenção para a importância dos corredores ecológicos em áreas fragmentadas: “a presença da fauna e da flora silvestres é essencial para manter processos biológicos que beneficiam diretamente as propriedades rurais. Esses corredores facilitam o fluxo de polinizadores e dispersores de sementes, o que contribui para a produtividade agrícola e a saúde dos sistemas de cultivo. Ambientes mais equilibrados ajudam a reduzir conflitos entre animais silvestres e criações domésticas, além de prevenir doenças que podem afetar tanto animais quanto humanos. Conservar e recuperar corredores ecológicos é garantir uma agricultura mais sustentável, proteger a biodiversidade e assegurar um futuro mais saudável para todos".
Os integrantes do projeto destacam o impacto positivo da experiência em suas trajetórias. A técnica administrativa Neusirene Ribeiro considera a iniciativa um verdadeiro compromisso com a conservação da biodiversidade e com o fortalecimento do ecoturismo consciente na Ilha do Bananal. Para ela, participar do Tucãtins Silvestre ampliou o sentimento de pertencimento institucional e reforçou a importância do servidor público no desenvolvimento de ações coletivas em prol de uma sociedade mais sustentável.
Já a professora Aline Tavares ressalta que participar da equipe tem sido uma vivência enriquecedora, que permite estar em contato direto com a natureza e com a diversidade do Cerrado, lembrando inclusive experiências de sua infância na fazenda dos avós.
A estudante voluntária Priscila Moura também valoriza o projeto, destacando que a iniciativa mostra o verdadeiro papel da conservação: proteger animais silvestres, equilibrar o meio ambiente e reconhecer o valor das espécies da região, muitas vezes ignorado. Para ela, cada animal preservado é um “tesouro” do Tocantins que precisa ser respeitado e cuidado.
Com a união entre ciência, comunidade e práticas sustentáveis, o Tucãtins Silvestre se consolida como um projeto inovador, capaz de transformar a relação entre sociedade e natureza no sul do Tocantins.