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Mês da Mulher: unidade Porto Nacional promove chamamento para a Marcha das Mulheres Negras

Articulação busca mobilizar mulheres para evento histórico em Brasília
por publicado: 21/03/2025 16h25 última modificação: 21/03/2025 16h41

Na noite da quarta-feira, 19, Campus Porto Nacional, do Instituto Federal do Tocantins (IFTO),  promoveu mais uma ação dentro da programação do Mês da Mulher. O evento, intitulado Chamamento para a Marcha das Mulheres Negras, reuniu lideranças, coletivos e representantes de movimentos sociais para fortalecer a mobilização rumo à 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que acontecerá em Brasília no dia 25 de novembro de 2025.

A ação foi mediada pela servidora e presidente do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) do campus, Marilene Dantas. A organização ficou a cargo da Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), da Rede Fulanas - Negras da Amazônia Brasileira, do Alagbara - Articulação de Mulheres Negras e Quilombolas do Tocantins e do Coletivo de Mulheres Negras e Populares de Porto Nacional.

O evento contou com a presença das defensoras populares dos direitos humanos, Gilma Ferreira e Rejane Araújo, que compartilharam suas experiências e destacaram a importância da mobilização coletiva para garantir direitos e promover mudanças estruturais na sociedade.

Além do debate e da articulação política, a programação incluiu expressões culturais que ressaltaram a força e a identidade da mulher negra. O público presente pôde acompanhar apresentações dos grupos de Hip Hop Ministério Verbo e Emily Vitória (MC), dos Tambores do Tocantins e da companhia de dança Saia Rodada. Durante todo o encontro, estudantes, servidoras e convidadas recitaram poesias, promovendo um espaço de voz e resistência.

Mobilização para a 2ª Marcha das Mulheres Negras.

A 2ª Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver será realizada uma década após a histórica mobilização que reuniu milhares de mulheres em Brasília, em 2015. Com a contagem regressiva aberta, movimentos sociais e coletivos de mulheres negras de todo o país têm se organizado por meio de encontros regionais, como o realizado em Porto Nacional, para ampliar a conscientização e fortalecer a participação no ato nacional.

A iniciativa do Campus de Porto Nacional reafirma o compromisso da instituição com a promoção da equidade racial e de gênero, fortalecendo espaços de debate e ação para a valorização da mulher negra na sociedade.

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