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Mais que uma competição, o JIFTO reforça valores humanos
JIFTO
As últimas competições dos Jogos Internos do Instituto Federal do Tocantins, o JIFTO, ficaram por conta das modalidades coletivas e, com os nervos à flor da pele, foram disputadas ponto a ponto. Em jogo estavam um lugar no pódio e a oportunidade de representar o IFTO na etapa Norte dos Jogos dos Institutos Federais (JIFs). A cada ponto, a vibração da torcida ajudava a impulsionar o time. Os erros eram lamentados, mas as vozes que vinham das arquibancadas elevavam o moral dos atletas: "Bora, time!"
Yasmin Frederico já está de despedida dos jogos. Ela é estudante do 3° ano do curso Técnico Integrado ao Ensino Médio
em Informática e uma das representantes do Campus Araguaína no atletismo. "A sensação de participar do JIFTO é maravilhosa, ainda mais porque eu estou no meu último ano". Junto com suas colegas, ela levará para casa a medalha de bronze no revezamento 4×100 metros. Fora da pista, ela é torcedora e vibrou muito por cada ponto do time de voleibol do seu campus. "Foi uma pena eles não terem ganhado, mas a gente entende que têm momentos bons e momentos ruins. Eu confio que, na próxima, o nosso time consiga levar. Mas, independente do resultado, eles arrasaram!", disse a estudante-atleta com muita confiança.
Levar a medalha para o seu campus é o objetivo de todo atleta. "Infelizmente, sempre tem que ter um vencedor, então a gente fica triste porque não leva a medalha que gostaria", disse o estudante do curso superior de Gestão da Produção Industrial do Campus Araguaína, João Arthur Borges Rodrigues. Ele já é experiente no JIFTO: competiu por dois anos no voleibol masculino e, nesta edição, participou como auxiliar técnico do time feminino.
Ele sabe bem como é o sentimento de perder. Ano passado, em sua última participação como atleta, o seu time não conseguiu levar a medalha pra casa. "O espírito competitivo reina aqui no JIFTO, mas, acima de tudo, acredito muito mais no espírito de cooperação. Uma equipe que coopera entre si, coopera com o jogo, com a equipe adversária, com a torcida, com a plateia, porque os jogos são um espetáculo", acrescentou o estudante.
E, por falar em experiência, parte do time feminino de voleibol do Campus Palmas se despede do JIFTO "com chave de ouro", para usar a descrição da capitã do time, Andressa Alves Farias, que está no 1° período do curso superior de Sistemas para Internet. "Há três anos nós estamos nessa e foi uma escala: no primeiro ano, que foi em 2023, a gente conseguiu o terceiro lugar; ano passado, foi segundo e esse ano, o primeiro. Então é uma emoção simplesmente incrível!", relembrou a capitã.
O percurso até o pódio e, especialmente, até o lugar mais alto requer muito esforço. Com isso todos os atletas concordam e reconhecem que a recompensa é muito maior. "Nosso técnico pegou muito pesado com a gente, mas foi muito necessário. Todo mundo evoluiu muito como jogadora e, principalmente, como pessoa. E foi lindo ver essa evolução!", disse a experiente capitã Andressa. E o coração, como fica? "Fica muito feliz! Fechamos com chave de ouro, literalmente", completou.
E o coração de quem não alcança o resultado desejado? João Arthur, com sua experiência de atleta que ele agora
compartilha com o time de voleibol, define bem: "É um sentimento confuso, o da derrota, mas não deixa de fazer parte do espetáculo". Assim como faz parte da vida, mas ele também deixa uma mensagem de incentivo que serve para dentro e fora dos espaços de competição.
"Não abaixem a cabeça. Eu também tive o sentimento da derrota, mas não abaixei a cabeça; também não esqueci esse sentimento, porque eu acreditava que, no momento que eu esquecesse o sentimento ruim, a derrota estaria atrás de mim novamente. Esse sentimento a gente guarda no coração e reestrutura ele, né, ressignifica. Agora, é erguer a cabeça e olhar pra frente".
O JIFTO é superação
A delegação do Campus Dianópolis percorreu quase mil quilômetros para participar do JIFTO e levou para casa muitas medalhas, especialmente no atletismo de pista. Sara Moraes, uma das professoras que acompanhou a deleção da unidade, ressaltou que a experiência de participar dos jogos é transformadora para a vida. "O que nós estamos levando é uma incrível de transformação, tanto para nós servidores, quanto para os estudantes, que vivenciaram, durante esses dias de evento, não só o esporte, mas também a integração e os valores humanos que ele agrega em nossa experiência de vida".
Transformadora, sem dúvida, foi a experiência do time de futsal masculino de Pedro Afonso. De acordo com a diretora-geral da unidade, Míriam Peixoto, que acompanhou a delegação aos jogos, o campus leva uma medalha inédita: a prata, na modalidade. "Fruto de muito esforço dos estudantes", ela reconhece. "A gente vem treinando tem uns dois anos e a cada dia que passa tentando melhorar um pouco. Eu, como capitão do time, junto com os mais velhos, estamos sempre passando dicas de treinamento para os mais novos. E eu só tenho a agradecer a oportunidade de participar dessa competição", disse o estudante-atleta Vinícius Sandre, que também conquistou a medalha de ouro nos 200 metros masculino.
E para mostrar que o esporte se trata mesmo de valores humanos, a estudante do curso superior de Sistemas da Informação Karina Sampaio, atleta da equipe de futsal do Campus Paraíso do Tocantins, viveu uma experiência que demonstrou o espírito de integração e cooperação que há no esporte. Para participar desta edição do JIFTO, ela contou com uma rede de apoio para cuidar do pequeno Noah, seu bebê de apenas quatro meses.
Além dos colegas da delegação, Samira Costa Braga foi a "professora-babá", como ela mesma se nomeou, que cuidou do Noah enquanto a mamãe estava em quadra. "Além de professora eu também sou acadêmica de Educação Física, então eu adoro esse meio. Para mim, está sendo uma honra dar apoio a todos os estudantes do nossa delegação e, em especial, ao Noah. É importante a instituição dar esse apoio para nossa estudante não deixar de ter essa experiência", acrescentou a Samira. E a atleta confirmou o que disse a
professora: "Eu tive todo o apoio do IFTO e está sendo ótima a experiência! Eu já ficava nervosa antes, mas sabendo que ele está ali, parece que aumenta. Eu penso nele no meio do jogo e isso me dá força", completou Karina.