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Estudante de Pedagogia do Campus Porto Nacional participa de evento nacional após destaque na JICE 2024
A estudante do curso de Pedagogia, Danyella Barbosa de Morais Campos, representou o IFTO – Campus Porto Nacional em um dos maiores eventos científicos do país: a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento, que este ano aconteceu na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Recife, entre os dias 13 e 19 de julho, contou com palestras, exposições, rodas de conversa, além de minicursos online e presenciais.
A participação de Danyella no evento foi possível graças à conquista do primeiro lugar na apresentação de trabalho na JICE 2024, na categoria Ciências Humanas. Com o artigo “Entre sons e gêneros: a luta pela aceitação da identidade surda e transexual”, produzido em parceria com a tradutora-intérprete de Libras Lelma Nunes Silva e a professora Sônia Eduardo de Morais, a estudante deu visibilidade à temática e garantiu sua ida à capital pernambucana.

Com muita alegria, Danyella relatou que o evento contribuiu significativamente para a ampliação de seus conhecimentos profissionais enquanto futura pedagoga. Ela participou de momentos importantes, como o minicurso sobre computação na educação básica, a mesa-redonda sobre mulheres na ciência e os desafios para reduzir as desigualdades étnico-raciais, além da conferência “Aula espetaculosa: do mendigo ao pintor”, com o Manuel Suassuna, filho do escritor e dramaturgo Ariano Suassuna.
Lelma acompanhou a estudante durante a viagem. Emocionada, a intérprete de Libras relatou que um dos momentos mais marcantes do evento foi quando um grupo de alunos perguntou sobre identidade de gênero, e Danyella respondeu que era uma mulher trans e que não se importava em ser questionada. “Gosto de ser quem sou. Somente assim, sem esconder a minha identidade, irei conquistar o meu espaço em uma sociedade que ainda carrega tantos preconceitos”, afirmou Danyella.
A intérprete também destacou o quanto o IFTO tem cumprido seu papel de garantir a inclusão e de proporcionar que seus estudantes ocupem espaços acadêmicos relevantes. “Entre tantos estandes, somente um tinha intérprete de Libras. E entre os alunos, encontramos pouquíssimos surdos. Isso mostra o quanto ainda precisamos avançar em relação à inclusão. Mas também é preciso reconhecer e parabenizar o IFTO, que garantiu a viagem de uma aluna trans e surda com toda a viabilidade e respeito”, completou.