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Campus Gurupi promove oficinas de inclusão e tecnologia para a comunidade surda
Projeto “Mãos que Criam” reuniu 14 participantes em atividades de produção artesanal de sabonetes e cultura maker, com acessibilidade em Libras
O Instituto Federal do Tocantins (IFTO) – Campus Gurupi realizou o projeto de extensão Mãos que Criam: Saberes, Tecnologia e Experiências para a Comunidade Surda, com a oferta de duas oficinas práticas voltadas à comunidade surda de Gurupi e região. A iniciativa foi realizada dia 30 de setembro e integrou a programação alusiva ao Setembro Surdo, mês dedicado à valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras), da cultura e das identidades surdas, e contou com a participação de 14 pessoas surdas.
Organizada pelo Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNE) do Campus Gurupi, a ação proporcionou momentos de aprendizagem, criação e troca de experiências por meio de duas atividades simultâneas: Produção artesanal de sabonetes (ministrada pela professora Keila de Faria) e Cultura maker (ministrada pelo professor Ageu Almeida), com a criação de um protótipo de campainha luminosa, recurso que pode contribuir para a acessibilidade no cotidiano das pessoas surdas.
Para garantir a acessibilidade e a participação dos envolvidos, as oficinas contaram com a presença de tradutores e intérpretes de Libras/Língua Portuguesa, favorecendo a comunicação e o compartilhamento de conhecimentos durante as atividades.
A coordenadora do NAPNE, Suelene Albuquerque, avaliou positivamente a realização do projeto e destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento dos vínculos entre a instituição e a comunidade surda. “Como coordenadora, avalio de forma muito positiva a realização do projeto ‘Mãos que Criam’. As oficinas proporcionaram oportunidades de aprendizagem, criação e convivência, valorizando a participação da comunidade surda nos espaços do IFTO – Campus Gurupi. A acessibilidade em Libras e o trabalho conjunto de servidores e estudantes foram fundamentais para essa experiência”, afirmou.
Suelene também ressaltou a importância de ampliar as oportunidades de participação da comunidade surda nas ações institucionais. “Além dos conhecimentos compartilhados, destaco a importância de fortalecer os vínculos com a comunidade surda e ampliar as possibilidades de participação em nossas ações. Foi uma experiência que reforça nosso compromisso com a inclusão e nos motiva a dar continuidade a iniciativas como essa”, completou.
A realização do projeto reforça o papel da extensão na aproximação entre o IFTO e a sociedade, promovendo a inclusão, a acessibilidade e a construção coletiva do conhecimento. A iniciativa também contribui para o desenvolvimento de novas ações que valorizem os saberes, as experiências e a participação ativa da comunidade surda. O projeto foi aprovado pelo Edital nº 90/2025/REI/IFTO, referente ao Cadastro de Projetos de Extensão de Fluxo Contínuo – 2026.