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Agosto Lilás reforça conscientização contra a violência de gênero​

Campanha de Sensibilização

Ações buscam informar, incentivar denúncias e fortalecer a rede de apoio às mulheres, incluindo vítimas de violência online e mulheres trans
por Maiara Sobral publicado: 20/08/2025 09h13 última modificação: 20/08/2025 09h15

O Agosto Lilás é uma campanha nacional que busca prevenir e combater a violência contra a mulher, mostrando como a informação e o diálogo podem ajudar a mudar a realidade. Mais do que chamar atenção para a gravidade do problema, a ação quer explicar e alertar sobre as diferentes formas de violência — física, psicológica, sexual, moral e patrimonial — que muitas vezes não são percebidas ou ficam em silêncio. Ao levar mais conhecimento para as pessoas, a campanha ajuda a fortalecer a rede de proteção, incentiva as denúncias e promove uma cultura de respeito e igualdade.

A campanha reforça o papel da Lei Maria da Penha, uma lei muito importante no combate à violência contra a mulher no Brasil. Criada em 2006, essa lei deu mais proteção às mulheres, com regras para prevenir, punir e acabar com a violência dentro de casa e na família. No mês de agosto, são feitas várias ações para informar as pessoas sobre os direitos das mulheres, incentivar que denunciem a violência e fortalecer a ajuda disponível, mostrando como essa lei é fundamental para garantir a segurança e o respeito às mulheres.

No Instituto Federal do Tocantins (IFTO), as denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas de forma segura e sigilosa por meio da Ouvidoria, pela Plataforma Fala.BR, ou diretamente ao Núcleo de Combate ao Assédio (Nuca) em cada unidade. O Nuca é um núcleo ou instância similar, instituído nos campi do Instituto por portaria e dotado de regulamento próprio com função de realizar atendimento de estudantes vítimas de situações de assédio moral e/ou sexual e encaminhar as denúncias à ouvidoria e ao conselho tutelar, se for o caso.

Fora da instituição, as vítimas ou testemunhas também podem buscar ajuda e denunciar ligando para o Disque 180, serviço nacional gratuito que funciona 24 horas por dia e oferece orientações e encaminhamentos para a rede de proteção e apoio às mulheres.

Mapa Nacional da Violência de Gênero

Fruto de uma parceria do Senado Federal, Instituto Avon e Gênero e Número, o Mapa Nacional da Violência de Gênero disponibiliza dados atualizados e abertos sobre a violência de gênero no Brasil.

Segundo os dados, em 2022, 202.608 mulheres sofreram algum tipo de violência, conforme os dados mais recentes e ainda preliminares disponibilizados pelo Sinan. Ainda conforme o mapa, 529.690 mulheres recorreram às medidas protetivas de urgência em 2023. No que diz respeito à subnotificação, 61% das mulheres que sofreram violência em 2023 não procuraram uma delegacia.

Violência de Gênero na Internet

A Violência de Gênero na Internet pode aparecer de várias formas, como xingamentos, ameaças, perseguições, divulgação de fotos íntimas sem autorização e ataques organizados que tentam calar, principalmente, mulheres e pessoas LGBTQIA+. Para combater esse problema, é preciso agir em conjunto: denunciar em redes sociais e órgãos competentes, investir em educação digital e promover campanhas que incentivem o respeito e a igualdade. Também é importante que existam leis mais fortes, punição para os agressores e apoio psicológico e jurídico às vítimas, para que a internet seja um espaço mais seguro e acolhedor.

Violência de Gênero contra Mulheres Trans

A Violência contra Mulheres Trans vai além das agressões físicas e inclui discriminação, exclusão social e falta de acesso a direitos básicos, o que aumenta sua vulnerabilidade. Diante desse cenário, cabe reforçar a importância da conscientização e da sensibilização da sociedade para combater o preconceito e promover o respeito à diversidade. Campanhas educativas, ações de valorização da identidade trans e espaços de diálogo são fundamentais para quebrar estigmas. Além disso, a existência de uma rede de apoio — formada por serviços de saúde, assistência social, segurança pública e organizações da sociedade civil — é essencial para acolher, proteger e garantir condições de vida mais seguras e dignas a essas mulheres.