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Projeto de estudante do ProfEPT promove a inclusão de estudantes surdos

Libras

Ação está focada nas aulas da disciplina de Física
por Maiara Sobral publicado: 02/03/2021 11h11 última modificação: 02/03/2021 11h12
Pra cego ver: Eva fazendo um sinal em Libras durante o episódio do projeto sobre Eletrostática. Fim da descrição.

Pra cego ver: Eva fazendo um sinal em Libras durante o episódio do projeto sobre Eletrostática. Fim da descrição.

Com o objetivo de promover os estudantes surdos nas aulas da disciplina de Física, a estudante do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT) do Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Evaneide Aguiar, desenvolve o projeto: Libras em 1 minuto e meio, sob a orientação do professor Weimar Castilho.

O projeto consiste em duas etapas, na primeira fase foi realizada a gravação dos vídeos didáticos para o ensino da Língua Brasileira de Sinais (Libras), voltadas na maioria para os signos utilizados na disciplina de Física. Os vídeos são postados no canal do YouTube e no Instagram. Já a segunda fase é composta por três encontros com os estudantes, com a utilização de jogos didáticos, para avaliar os conhecimentos básicos de Libras adquiridos após visualização dos vídeos.

"Quando conheci o ProfEPT, e li sobre o programa, subitamente vislumbrei meu projeto de pesquisa com os objetivos do programa, pois no plano oferece como principal objetivo a formação omnilateral e integral dos sujeitos, com ideais baseados nos pensamentos de Marx, Gramsci, entre outros. Ideais esses que defendem a igualdade social, sem dúvidas fazem parte do meu projeto, que procura resolver o problema da desigualdade na escola", destaca Eva.

Sobre o porquê da disciplina de Física, Eva acrescenta que "acompanhando estudantes surdos, pude notar que Física por se tratar de uma componente que aborda fenômenos físicos da natureza, muitas vezes eram repassados com métodos que não faziam sentido para os estudantes surdos. Sendo assim, eles não conseguiam acompanhar os demais estudantes, por isso comecei a considerar a necessidade de um projeto que pudesse cumprir essa carência".

Além de estudante do ProfEPT, Eva é servidora do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), onde atua como tradutora e intérprete de Libras no Campus Imperatriz. Ela também atua na Prefeitura Municipal de Imperatriz.