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Sistema desenvolvido no IFTO facilita orçamento de projeto artístico-cultural compatível com dinâmicas regionais
Inovação
Com informações da Ascom/Naepe
O Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (Naepe-IFTO) realizou na noite da segunda, 25 de novembro, no Campus Porto Nacional, a primeira sessão do Grupo Focal do Sistema IPPC, com artistas e produtores culturais do município de Porto Nacional-TO.

O Grupo Focal é uma técnica de pesquisa utilizada para coletar dados específicos e entender a percepção do público em relação às características de um produto ou serviço. Nesta sessão, participaram os agentes culturais: Everton dos Andes, Luciana de Souza, Cláudia Roberta, Rodrigo Paschoal, Miki Célio, Gilma Alves Ferreira, Erisvaldo Alves e Márcio Malta, que fizeram o primeiro teste do referido software.
O evento contou com a presença do diretor do Campus Porto Nacional do IFTO, Albano Dias, que agradeceu aos agentes culturais locais pela “ agradeço a disponibilidade e interesse em participar de atividades de pesquisa e extensão do campus, cujo objetivo é contribuir para a melhoria das condições de vida da comunidade e promover o desenvolvimento regional”, disse o diretor.

A sessão foi conduzida pelos professores Me. Igor Melo, Dr. Autenir de Rezende e Dra. Gisláne Barbosa, e pelos graduandos do curso de Sistemas de Informação, Rangel Ribeiro e João Pedro Silva de Sousa.
Pioneirismo tocantinense
“O Sistema IPPC é uma inovação tecnológica para o setor cultural do país, com a finalidade de facilitar o processo de orçamentação de projetos artístico-culturais e oferecer à Administração Pública um referencial de preços à produção cultural compatível com as diferentes dinâmicas regionais e em linha com a legislação da política nacional de fomento à cultura”, afirmo o professor Melo.
Segundo o professor Dr. Autenir de Rezende, no Brasil há uma carência em relação a dados fiáveis sobre a produção de bens e serviços no âmbito da economia criativa. “Para além de um banco de dados robusto sobre os preços praticados nos mercados regionais, esse Sistema sustentará um indicador econômico inédito: o IPPC (Índice de Preços à Produção Cultural), já em fase de desenvolvimento junto ao Ministério da Cultura, e que irá aferir o fator inflacionário nas cadeiras produtivas do setor”, explicou Autenir.
Para Cláudia Roberta, produtora cultural e representante da Cerrado Criativo, “o Sistema IPPC é uma ferramenta inovadora e útil para o setor cultural, especialmente por possibilitar a elaboração de orçamentos de projetos com base em preços do mercado, o que traz mais precisão e agilidade aos processos.” A percepção do produtor cultural Rodrigo Paschoal também é positiva em relação à ferramenta. “Vai nos ajudar a otimizar tempo, evitar possíveis erros e acima de tudo garantir conformidade com a realidade do mercado cultural da nossa região”, declarou Rodrigo.
O músico Everton dos Antes considera o IPPC é uma inovação para a cadeia produtiva da cultura e vai simplificar o processo de elaboração dos orçamentos dos projetos. “Entendo que seria importante o Governo do Estado contribuir para a implantação dessa ferramenta, isso facilitaria a vida dos produtores culturais do Tocantins e do Brasil”, acrescentou o músico.
Naepe
A partir de um grupo de pesquisadores do Instituto Federal do Tocantins e de sólida rede de parceiros de notável experiência e instituições de renome nacional, o Naepe, sediado no IFTO/Campus Porto Nacional, tem o intuito de desenvolver pesquisas de interesse social, com inovação e rigor científico.